Em clima de dia dos namorados chegando, eu tenho uma confissão a fazer: sou uma romântica.
Mas vamos com calma! Não é "romântica" no sentido de desenhar coraçõezinhos no caderno ou de ficar sonhando com o dia do meu casamento. É "romântica" no sentido de pensar que as coisas serão sempre perfeitas, e tudo vai acontecer como eu imaginar, tudo lindo e fácil e legal.
Alguns estariam tentados a pensar que eu sou uma otimista, e que isso é sempre bom. Mas não se iludam. A vida de um romântico é mais cheia de frustrações e desapontamentos do que a de um cidadão normal. E nós, românticos, temos dúvidas terríveis na hora de escolher a profissão. Somos tal e qual crianças, imaginando a vida excitante de cada carreira, sem pensar que não basta a simples aptidão para uma certa atividade para se obter sucesso nela. Também nos esquecemos de que qualquer atividade implica rotina, o que é potencialmente desastroso para nossa vida profissional.
Pois é o que acontece comigo. A escolha do vestibular foi algo particularmente difícil. Fiquei em dúvida entre relações internacionais, arqueologia, letras, paleontologia, desenho industrial e física. Acho que só a área médica não me atraía. Acabei escolhendo o design, mas, por falta de orientação, acabei me decepcionando com a área.
E hoje estou por aí, caminhando perdida, achando que tudo é chato e ruim, porque
tudo quase tudo que parecia excitante e legal acabou sendo uma decepção.